O Sindicato dos Metroviários (Sindimetrô-RS) da Trensurb entrou em estado de greve, após assembleia geral realizada nesta sexta-feira (29), na sede da empresa, em Porto Alegre. A assembleia reuniu cerca de 110 funcionários, que rejeitaram com unanimidade a proposta dos acordos coletivos feitos pela empresa. Os trabalhadores buscam um acordo coletivo de no mínimo dois anos, tendo em vista o receio da privatização da empresa, por parte do governo federal.
Ronas Filho, de 40 anos, é agente metroviário e secretário jurídico do Sindimetro. Ele explica que ainda não há data prevista para uma paralisação, mas o estado de greve é necessário para sinalizar à empresa Trensurb e ao governo federal que uma eventual greve seja feita de forma mais rápida.
O secretário também informa que o problema do acordo coletivo é o período de tempo. O sindicato quer assinar um acordo de no mínimo dois anos e com renovação a cada 30 dias. Porém, de acordo com Ronas, desta vez, o acordo coletivo é de apenas um ano e a renovação em junho seria em 15 dias.
“A gente considerou absurdo e arbitrário a proposta ser renovada em 15 dias no mês de junho. Não aceitaremos este tipo de pressão. Queremos assinar um acordo coletivo de no mínimo dois anos. Caso as negociações não avancem iremos paralisar o serviço”.
A Trensurb informou que, até o momento, a Direção não foi oficialmente notificada sobre qualquer deliberação sindical. “As negociações relativas ao acordo coletivo de trabalho vêm ocorrendo normalmente, o acordo atual foi prorrogado por mais 15 dias e, nos próximos dias, serão realizadas novas reuniões com os sindicatos representativos”, comunicou, em nota.

Foto: SindimetrôRS/Nádia Alibio