As cascas de abacaxi agora possuem um novo destino. O estudante hamburguense Lucas Closs, 16 anos, foi destaque com um projeto desenvolvido no Vale e foi parar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O trabalho que uniu sustentabilidade e inovação propõe a utilização das cascas de abacaxi para a fabricação de embalagens biodegradáveis.
Aos 16 anos, Lucas Closs chegou como destaque em uma tradicional universidade norte-americana, mas, quando começou suas pesquisas em Novo Hamburgo sobre fruta tipicamente brasileira, aos 12, ainda não imaginava o caminho que seria percorrido até ali. Lucas recebeu uma bolsa de estudos integral para participar do Yale Young Global Scholars, da grande universidade Yale, nos Estados Unidos, em julho deste ano.
Com interesse na área da sustentabilidade e guiado pela família e professores que acreditavam no potencial, o estudante desenvolveu um modelo de embalagens biodegradáveis a partir da casca do abacaxi. A ideia são embalagens que se degradam de maneira mais rápida do que os utensílios comuns, feitos de plástico, além de não gerarem poluição.
“O menino do abacaxi”

“Muitas vezes, quando eu ia ao mercado com meus pais, percebia que a fruta que mais tinha casca era o abacaxi, e ela sempre era jogada fora”, conta o estudante. “Eu acabei ficando conhecido como ‘o menino do abacaxi’”, porque muitas pessoas passaram a reconhecer o meu projeto e a pedir mais informações sobre ele”, resume Lucas.
Além de descobertas sustentáveis, o projeto rendeu mais de trinta premiações e reconhecimentos regionais e nacionais para Lucas, incluindo: vitória na feira de iniciação científica do IENH, classificação e duas premiações na MOSTRATEC, premiação na Feira Municipal de Iniciação Científica e Tecnológica de Novo Hamburgo, além da tão sonhada credencial para a FEBRACE, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Neste evento científico, foram conquistadas mais três premiações.
Nos Estados Unidos

Em julho deste ano, Lucas chegou ao programa de verão da universidade Yale que tem duração de duas semanas e é um dos mais diversos do mundo. O curso reúne cerca de 2 mil estudantes de 150 países. “Eu sempre fiz muita questão de enfatizar, nas feiras e eventos em que participo, que venho de Novo Hamburgo, no interior do Rio Grande do Sul. Tenho muito orgulho das minhas origens.”, conta Lucas.
Na formação nos Estados Unidos, os estudantes são expostos a atividades e discussões nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, além de ciências sociais, humanidades e trilhas multidisciplinares. “Um momento que me marcou muito foi o projeto final do programa. Meu grupo e eu, formado por estudantes do Brasil, dos Estados Unidos, da China e de outros países, desenvolvemos um projeto voltado às enchentes no Rio Grande do Sul. Propondo mecanismos para reduzir os impactos das enchentes”, resume o jovem cientista.
A conquista da bolsa
Além de todas as conquistas, Lucas também foi aceito em um dos maiores programas internacionais de pesquisa do mundo, da Lumiere Education, com bolsa integral, também nos Estados Unidos. Lá, ele poderá desenvolver o projeto ao lado de um mentor da University of Alberta.
E ainda nesta semana, Lucas ganhou o título de Embaixador Mirim da Popularização da Ciência do Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, um reconhecimento que fortalece ainda mais a sua trajetória.




