O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) solicitou à Justiça o arquivamento da investigação envolvendo a pré-candidata ao governo do Estado, Juliana Brizola (PDT), acusada de ter se aproveitado do estado de saúde da avó, Dóris Daudt, que morreu aos 99 anos, e desviado mais de R$ 1 milhão da conta bancária da idosa.
O pedido de arquivamento entendeu que a movimentação financeira que levantou suspeitas se tratava de um adiantamento da participação de Juliana na herança deixada pela avó, e a decisão do MP registra que as questões patrimoniais foram integralmente esclarecidas na esfera cível.
Na prestação de contas apresentada pela defesa de Brizola à Justiça, ficou comprovado que não houve desvio de recursos. Os empréstimos mencionados durante a investigação eram de responsabilidade exclusiva da própria Juliana, que sempre os quitou com recursos pessoais.
Denúncia foi feita pelo tio de Juliana
O caso foi investigado a partir de uma denúncia feita pelo jornalista Alfredo Daudt Júnior, tio de Juliana, em março do ano passado.
Daudt entregou à polícia cópias de extratos bancários que apontariam transferências de dinheiro da idosa para a mãe e os irmãos de Juliana, com gastos que, segundo ele, seriam incompatíveis com a rotina de Dóris.

Em suas redes sociais, a pré-candidata comemorou a decisão e caracterizou a denúncia como perseguição, onde uma história de família foi usada com arma política para atacá-la. “Me acusaram injustamente por meses. Mas a verdade sobre minha relação com minha avó prevaleceu”, relata.
Foto da capa: Agência ALRS/Divulgação




