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Política Polícia

Reportagem expõe Juliana Brizola em suposto desvio financeiro; pré-candidata nega

A revista Veja trouxe à tona uma disputa familiar envolvendo a ex-deputada e pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT). Ela é acusada por um tio de ter se aproveitado do estado de saúde da avó, Dóris Daudt, que morreu aos 98 anos, e desviado mais de R$ 1 milhão da conta bancária da idosa.

Segundo a publicação, que afirma ter tido acesso ao inquérito aberto para apurar o caso, Juliana foi indiciada pela Polícia Civil pelo crime de “apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão ou rendimento da pessoa idosa, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade”.

A investigação teve origem em uma denúncia feita pelo tio da ex-deputada, o aposentado Alfredo Daudt Junior. Conforme a reportagem, ele entregou à polícia cópias de extratos bancários que apontariam transferências de dinheiro da idosa para a mãe e os irmãos de Juliana, além de pagamentos em restaurantes, shoppings, lojas de perfume, salão de beleza e academia — gastos que, segundo ele, seriam incompatíveis com a rotina de Dóris. Alfredo também acusa a sobrinha de contratar empréstimos em nome da avó que somariam mais de R$ 500 mil.

De acordo com o relato do aposentado, Dóris havia sido diagnosticada com demência por corpos de Lewy, doença que provoca problemas cognitivos, confusão mental, tremores e dificuldades de locomoção. A matéria afirma ainda que Juliana cuidava da avó a tempo e administrava a conta bancária dela após um acordo familiar.

Em seu depoimento, Alfredo diz que procurou a Justiça por ter sido impedido de ver a mãe, após ela — que recebia pensão mensal de R$ 25 mil — receber uma indenização de R$ 1,8 milhão, em janeiro de 2024. E que, então, conseguiu uma autorização judicial para acessar a conta bancária da idosa, que estaria com saldo negativo de quase R$ 50 mil.

Conforme a publicação, Juliana foi intimada a depor, negou as acusações e afirmou que a denúncia do tio é motivada por questões financeiras. A ex-deputada sustenta que todas as operações foram realizadas com o consentimento de Dóris, que, segundo ela, permanecia lúcida apesar da idade.

O Ministério Público agora vai analisar se arquiva ou dá prosseguimento ao caso.

Foto: PDT

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