A Polícia Civil, por meio da Draco Canoas, realizou nesta semana a segunda fase da Operação Notre Dame, que investiga uma quadrilha de São Paulo especializada em roubos a residências. O grupo é suspeito de atuar na Região Metropolitana de Porto Alegre e tinha como alvo imóveis de luxo.
Nesta fase, foram cumpridas seis prisões preventivas e sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Charqueadas (RS), Itapecerica da Serra (SP), Aguaí (SP) e Embu das Artes (SP). Até o momento, cinco pessoas foram presas.
Grupo vinha de São Paulo para cometer crimes no RS
O caso investigado ocorreu em 27 de fevereiro, em Canoas. De acordo com a Polícia Civil, após um planejamento detalhado sobre a rotina da residência alvo, os integrantes da quadrilha alugaram um veículo em São Paulo e viajaram até o Rio Grande do Sul.
Já em território gaúcho, receberam apoio logístico inicialmente em São Leopoldo e, após o roubo, seguiram para Gravataí, onde passaram a noite antes de retornar ao estado paulista levando os bens furtados.
As investigações apontaram que os criminosos tinham funções divididas. Três dos investigados seriam os responsáveis por entrar no imóvel, render e amarrar funcionários e subtrair os bens. Outros dois ficaram do lado de fora monitorando o movimento das ruas próximas.
A Polícia também identificou que um terceiro envolvido teria coordenado toda a logística da ação de dentro do Presídio de Charqueadas.
Primeira fase já havia prendido quatro pessoas
Na primeira etapa da Operação Notre Dame, quatro suspeitos haviam sido presos temporariamente. Com o avanço das investigações, a Draco Canoas conseguiu identificar todos os envolvidos no crime, incluindo executores, motoristas utilizados na ação e responsáveis pela logística.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho contou com apoio do setor de inteligência da Brigada Militar, equipes dos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, imagens de monitoramento e ferramentas de investigação criminal.
O delegado Gustavo, responsável pelo caso, destacou que o objetivo da operação foi desarticular completamente o grupo criminoso.
Foto da capa: Divulgação/Polícia Civil



