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Hamburguense inspira com história de superação e empreendedorismo; sua marca completa 57 anos e é referência no Vale do Sinos

Valderez Terezinha Schimitz era auxiliar de escritório, quando no dia 26 de maio de 1969, aos 26 anos, ela foi a primeira mulher a criar uma auto-escola, corretora de seguros e despachante, no Rio Grande do Sul (RS). Este ano, a marca “Valderez” completou 57 anos de história. Ao lado do marido, Geneci Martins Leal, Valderez ajudava pessoas com documentação e emplacamentos de veículos. Foi nessa época que o marido Geneci percebeu que tinha o dom de ensinar a dirigir. Então, deixou a Brigada Militar e, junto com Valderez, fundaram a autoescola. Uma história que em 1997 se tornaria o CFC Valderez.

Hoje, comandada pela segunda geração da família, o grupo atua na vida de diversas pessoas da região do Vale do Sinos e do Estado, seja na área da formação de condutores, seguros ou despachantes de veículos. A filha mais nova, Adriana Leal, de 54 anos, é responsável pela corretora de seguros e planejamento financeiro. Silvana Leal, de 57 anos, é a primeira filha de Valderez e está a frente do centro de despachante em oito concessionárias do RS.

Além delas, o genro da dona Valderez, Robson Miranda, de 59 anos, é sócio e diretor-geral do Centro de Formação de Condutores (CFC), nas cidades de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga e Nova Hartz. Ainda há outros membros da família atuando nos três negócios principais da marca Valderez.

Adriana conta que perdeu o pai cedo e a mãe precisou criar as duas filhas com garra e honestidade. “É em nome desta garra que a gente segue com tanto amor, porque sabemos o quanto se batalhou para chegar até o momento em que estamos”, relembra.

Durante a entrevista, Robson faz questão de contar a história e ressaltar a importância da sogra na história da marca que leva o nome dela. “A Valderez é mais que uma empresa que resistiu ao tempo. É uma marca que soube se reinventar e continuar relevante sem perder os princípios”, conta o genro, que ainda completa: “A grandeza da marca e do que foi construído tem muito a ver com a garra dessa pessoa que lá atrás, onde as dificuldades eram imensas para uma mulher no mercado de trabalho, e ela soube enfrentar todas essas dificuldades”.

Hoje, a natural de Encantado e cidadã de Novo Hamburgo, pela Câmara de Vereadores do município, Valderez tem 83 anos. Ela é uma mentora intelectual, como a própria família classifica, mas a marca se perpetua na vida de diversas pessoas, através da primeira habilitação, no primeiro veículo, independência financeira e proteção das famílias.

Imagens: Gabriel Muniz / DN

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