O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, rebateu nesta terça-feira (3) críticas sobre a escolha de participantes para a audiência pública convocada por ele sobre a proibição das bets no Brasil.
O ministro alegou que em uma primeira audiência, em novembro de 2024, ouviu durante dois dias entidades contrárias à autorização das apostas online no país.
“Ninguém aqui falou bem”, afirmou Fux ao citar entidades como a Associação Nacional de Psiquiatria, o Instituo de Defesa do Consumidor (Idec), o Instituto Alana, a Educafro, o grupo Mulheres do Brasil, a Associação Nacional dos Aposentados e o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, entre outras.
O magistrado disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são “um problema de saúde pública”. Ele ainda afirmou ter formado “a percepção de que as bets devem ser banidas”.
Na sequência, ele veiculou parte de seu voto sobre o assunto, no plenário do Supremo, em que critica as apostas online. Na ocasião, em agosto de 2026, o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
MINISTRO REBATE CRÍTICAS. Antes da audiência desta terça-feira, Fux foi alvo de críticas por ter autorizado em sua maioria a participação de entidades contrárias à proibição das bets no Brasil, como representantes de times de futebol e de associações que representam empresas do setor.
“Não procede a alegação de que só convoquei empresas e times de futebol”, rebateu. Ele acrescentou ter autorizado, por exemplo, a participação de entidade ligada ao setor de supermercados, após notícias sobre o aumento do consumo de alimentos após a proibição das bets.
A pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro também autorizou, no domingo (1°), a presença de mais representantes do governo nesta terça-feira, como do Ministério da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.
Foto: Antonio Augusto / STF
Texto com informações de: Agência Brasil




