Uma iniciativa em Santa Catarina passa a ser responsável por diminuir as distâncias entre o interior do Estado e a capital, Florianópolis, além de conectar a região ao Brasil e ao mundo. O primeiro voo do Programa VOA + SC, realizado nesta terça-feira (3), retomou a aviação regional no Estado.
O avião Cessna Caravan, prefixo PR-WOT, da Azul Conecta, decolou às 9h30 do Aeroporto Internacional de Florianópolis rumo ao Aeroporto Santa Terezinha, em Joaçaba. Outras oito cidades integram o projeto do Governo do Estado e passarão a ter duas frequências regulares por semana.
O objetivo é oferecer aos passageiros voos a partir de cidades catarinenses que não eram atendidas por voos regulares ou que não tinham conexão direta com Florianópolis. Para que o projeto fosse viabilizado, foi aprovada a contratação de uma empresa para prestar o serviço. A vencedora da licitação foi a Azul Conecta, da Azul Linhas Aéreas.


“Criamos uma alternativa para ajudar o catarinense nos deslocamentos, encurtando as distâncias. Primeiro a gente revitalizou os nossos aeroportos regionais e agora, com tudo em ordem, a gente chega com a possibilidade de voar até a Capital com preço justo”, afirmou o governador Jorginho Mello (PL), que foi um dos passageiros do primeiro voo.
“Tenho certeza de que vai ajudar e muito o catarinense e os turistas que aqui estejam e que desejam visitar outras regiões do Estado saindo de Florianópolis”, completou Mello.
Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste terão voos para Florianópolis. Também será possível voar entre Joinville e Jaguaruna e entre Correia Pinto e São Miguel do Oeste.
Quem desembarcar em Florianópolis poderá ficar na cidade ou se conectar com voos nacionais e internacionais. Os passageiros de São Miguel do Oeste terão a opção de usar o Aeroporto de Correia Pinto para conexão com o Aeroporto de Congonhas.
Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, o investimento do governo catarinense deve variar de acordo com a venda das passagens. O valor pode ficar entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,8 milhão por mês, uma vez que o valor arrecadado será abatido do contrato.
O secretário também explica que os valores das passagens foram definidos pelo Estado, de forma que ficassem em patamares viáveis.
Nesta terça-feira, por exemplo, o preço da passagem para a viagem feita pelo governador seria de R$ 450, em um voo com 1h30 de duração. Nas redes sociais, Mello comentou que o trecho, se realizado de carro, demoraria seis horas em média. De ônibus, seriam oito horas.
“O transporte aéreo tem custos elevados e, sem o subsídio público, neste momento, seria inviável a retomada da aviação regional”, justifica Amaral.
Fotos: Jonatã Rocha / Secom GOVSC




