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Dupla de bombeiro militar e cão precisam encontrar pessoa na mata para passar em teste nacional no Parcão de Novo Hamburgo

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) realizou a última etapa da Certificação de Cães de Busca, Resgate e Salvamento em área rural. A terceira e última etapa foi realizada no Parcão de Novo Hamburgo, nesta quinta-feira (07). O binômio, como é chamada a dupla formada por homem e cão, precisa encontrar uma pessoa em uma área mapeada de aproximadamente 24 hectares.

Antes da busca na mata, os cães e seus condutores passaram por outras duas etapas eliminatórias. A primeira delas foi uma avaliação médico-veterinária, responsável por verificar as condições sanitárias e físicas dos animais, garantindo que estivessem aptos para participar das provas. Conforme o CBMRS, o processo prioriza o bem-estar animal e a qualidade de vida dos cães empregados nas operações.

Na segunda etapa, os binômios foram submetidos ao teste de habilidades fundamentais, no qual os cães precisam demonstrar agilidade, destreza e capacidade de superar obstáculos. A atividade busca simular situações reais enfrentadas durante operações de busca e salvamento, em que o animal necessita ultrapassar barreiras para continuar as buscas.

Os animais são do próprio condutor e podem participar dos testes a partir de um ano e cinco meses. A Nala, por exemplo, é o cachorro do bombeiro militar do Rio de Janeiro, Cabo Marven, desde os três meses de idade, quando iniciou os treinamentos e estímulos animais. “A gente tem que confiar no trabalho que fizemos e no nosso amigo, mas graças a Deus a missão foi cumprida com êxito”, afirma o cabo Marven.

Após a aprovação nessas fases, os participantes seguiram para a prova final, realizada em área de mata, nas modalidades de busca rural por pessoa viva, restos mortais e odor específico. O sargento do CBMRS Alexsandro Brum também explica que o cão não toca na vítima encontrada, apenas sinaliza com latidos. O sargento ainda ressalta que não é qualquer cão que pode fazer os testes para não correr o risco de chegar no meio rural e ir atrás de outros animais nativos, apenas os seres humanos que estiverem no local, esteja ela viva ou morta.

Fotos: Gabriel Muniz / DN

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