Na manhã desta terça-feira (8), foi dado o pontapé inicial da grande obra na tradicional Unidade Águia do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, apontada como a mais antiga da casa de saúde. Ela será completamente reformada, e os trabalhos começaram logo após o ato oficial realizado nesta manhã. O investimento é de R$ 1,5 milhão, provenientes do Governo do Estado. Os trabalhos devem durar seis meses e impactarão os atendimentos na emergência durante o período. Os 29 leitos da unidade serão redistribuídos para outros setores do hospital.
“As equipes já estão trabalhando. Espero que em quatro meses possamos voltar aqui, entregando qualidade e conforto para a comunidade”, afirma o prefeito Gustavo Finck. A ala é considerada a mais antiga do hospital. Ela também foi atingida por um incêndio em 2025. A obra deve durar cerca de seis meses, com previsão de conclusão para o primeiro trimestre de 2027.. Contudo, o prefeito alega que há um pedido para que a empresa termine os trabalhos em quatro meses.
“Estamos fazendo muitas entregas. O hospital está passando por muitas obras. Desde a recepção até a Ala Águia”, complementa o prefeito Finck. Ele ainda destaca que essa é uma de várias obras no local e que, em breve, devemos ter o Anexo II completo. “Já passamos dos 50% e esperamos que, no centenário (2027), possamos entregar o Anexo II com 110 leitos.”
Com o andamento da obra, a emergência irá mudar. Segundo a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), a reorganização busca garantir a continuidade dos atendimentos e reduzir, ao máximo, os impactos na oferta de leitos de internação. A orientação da FSNH é que moradores que necessitarem de atendimento de urgência e emergência procurem as UPAs Centro e Canudos, além das unidades de saúde que oferecem atendimento em horários estendidos.


Nos casos em que houver necessidade de atendimento hospitalar ou internação, os pacientes serão encaminhados pelas equipes de saúde, conforme a avaliação clínica e os fluxos de regulação estabelecidos.
“Queremos reforçar que a comunidade não vai deixar de ser assistida. O que estamos fazendo é uma reorganização dos fluxos, direcionando cada porta de atendimento conforme a necessidade do paciente. A Emergência do hospital continuará atendendo os casos graves encaminhados pelas equipes de saúde, enquanto as demais portas de atendimento do município seguem funcionando normalmente”, explica a diretora de Gestão Hospitalar da FSNH, Roberta Guzzon.
“A mudança atinge de 30 a 40 pessoas que vinham por meios próprios por dia. Deslocamos esses atendimentos para as UPAs. Quando precisarem de atendimento, mas sem necessitarem de ambulância, devem procurar as UPAs ou demais unidades de saúde”, explica a secretária de Saúde, Betina Espíndola.
Fotos: Bruno Schütz | DN




