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Mundo

Calçado, tabaco, armas e outros setores. Tarifaço dos EUA pode atingir 85% das exportações do RS, aponta Fiergs

A nova tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve afetar diretamente a economia do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), 48,2% das exportações gaúchas para o mercado norte-americano serão atingidas pela nova taxação. Além disso, outros 36,9% de embarques do estado já estão sujeitos às tarifas da Seção 232, que abrangem produtos como aço, alumínio e seus derivados.

Somando as duas medidas, 85,1% das exportações do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos passam a sofrer algum tipo de tarifa extra.

Entre os principais produtos gaúchos que podem ser impactados estão transformadores, dois tipos de tabaco, armas e calçados, setores que possuem grandes vendas para os Estados Unidos.

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O presidente da FIERGS, Claudio Bier, lamentou a decisão do governo americano. “A tarifa de 25% coloca o Brasil entre os países com maior custo de acesso ao mercado norte-americano, atrás apenas da China, ampliando nossa desvantagem frente aos principais concorrentes internacionais.”

Segundo a entidade, os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações gaúchas e um dos mercados mais importantes para produtos industrializados. Entre os segmentos mais afetados estão máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, calçados, móveis, tabaco, produtos metalúrgicos e diversos bens manufaturados.

A nova tarifa entra em vigor no dia 22 de julho. Mercadorias embarcadas antes dessa data poderão ficar de fora da cobrança, desde que entrem em território norte-americano até 29 de julho, conforme a regra de transição prevista pelo governo dos EUA.

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O presidente Lula criticou a decisão de Washington, classificando a medida como um “marco lastimável”. Ele também rebateu as críticas dos Estados Unidos ao Pix e afirmou que o Brasil utilizará a Lei de Reciprocidade para responder à barreira comercial. Enquanto isso, representantes da indústria gaúcha e especialistas defendem diálogo e negociações para reduzir os impactos da medida.

FOTO: Agência Brasil / Reprodução

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