PUBLICIDADE
Comunidade

Seis escolas estaduais em São Leopoldo podem ser leiloadas, mas profissionais da educação são contra

Uma audiência pública foi realizada na noite desta quarta-feira (10), para debate contra o leilão de escolas estaduais no Rio Grande do Sul (RS). O encontro de profissionais da educação ocorreu no Colégio Estadual Professor Pedro Schneider, o Pedrinho. Somente em São Leopoldo, a administração de seis escolas estaduais podem ser concedidas a empresas privadas.

Villa Lobos, Firmino Acauan, Frederico Schmidt, Pedrinho, Visconde de São Leopoldo e Emílio Boeckel, são as instituições de ensino que devem fazer parte da Parceria Público-Privada (PPP), anunciada no final de março pelo governador do RS, Eduardo Leite.

O 1° vice-presidente do Sindicato dos professores e Funcionários de Escola do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), Alex Saratt, explica que a campanha “Não Venda Minha Escola” luta contra a privatização de escolas públicas em todo o estado.

Alex aponta três problemas cruciais da PPP que motivam a classe ir contra a mudança: “passar um montante de dinheiro muito grande para empresas privadas. Dinheiro que poderia ser aplicado diretamente nas escolas. Além disso, coloca em risco a gratuidade do ensino e o emprego de professores e funcionários”.

O diretor do Pedrinho há cinco anos e professor há 17, Vinicius Vilella, diz estar espantado com os valores que devem ser repassados a empresa. Isto porque, a escola que tem 1.246 alunos, segundo o diretor, recebe um valor aproximado de R$ 7 mil. “É uma coisa que nos espanta. Não precisa de tanto dinheiro para administrar um instituto de educação como o nosso. Com R$ 20 ou R$ 30 mil nós estaríamos administrando com um pé nas costas”, desabafa o diretor.

Já para o governo estadual, o investimento de R$72,1 milhões, por ano, busca melhorar a estrutura de 98 escolas estaduais por meio da parceria público-privada (PPP). A empresa vencedora ficará responsável por reformas, manutenção dos prédios e serviços como limpeza, vigilância, internet, jardinagem e fornecimento de móveis e equipamentos, durante 25 anos.

Segundo Eduardo Leite, o objetivo é oferecer melhores condições para mais de 60 mil alunos e permitir que diretores e professores concentrem seus esforços no ensino.

As empresas interessadas participarão de um leilão e a vencedora assumirá os serviços previstos no contrato. A educação continuará sob responsabilidade do governo, enquanto a empresa privada cuidará apenas da infraestrutura e dos serviços de apoio nas escolas.

O leilão está previsto para acontecer dia 26 de junho, às 14h, na B3, em São Paulo.

FOTO: Gabriel Muniz / DN

Compartilhe este conteúdo
PUBLICIDADE

Sugira uma pauta

Você tem alguma grande história para dividir conosco? Algum problema? Esse espaço é para sugestões de pauta. Envie aqui em um breve texto e informe o seu contato para a equipe de jornalismo.

Anuncie sua marca

Que tal amplificar o seu negócio e suas vendas? Aqui no DuduNews temos campanhas personalizadas para a sua empresa. Entre em contato conosco e vamos criar uma campanha juntos!