Com visitas diárias às mulheres protegidas e o uso de tecnologia para otimizar as rotas da Patrulha Maria da Penha, a Operação Mulher Segura 2026 da Brigada Militar começou nesta semana e seguirá ao longo de todo o mês de junho. A ação tem como objetivo reforçar o acompanhamento de mulheres amparadas por Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e fortalecer o combate à violência doméstica.
A iniciativa, realizada em todo o país e que chega à sua segunda edição, ocorre em um momento de alerta no Rio Grande do Sul. Desde o início de 2026, 36 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado.
- RS registra quatro feminicídios nos primeiros dias de maio e chega a 33 vítimas em 2026; relembre os casos registrados
- Mulher é morta pelo companheiro na frente da filha e RS chega ao 35º feminicídio de 2026
O principal objetivo da operação é garantir que as medidas protetivas sejam cumpridas e oferecer mais segurança às mulheres que vivem sob ameaça de ex-companheiros ou agressores.
A estratégia prioriza municípios com maior incidência de crimes contra mulheres e busca agir de forma preventiva para evitar novas agressões e possíveis feminicídios.
Visitas diárias
O planejamento da operação prevê visitas diárias às mulheres protegidas, realizadas por um esforço conjunto entre o efetivo orgânico da Patrulha Maria da Penha e policiais designados para o reforço operacional. Essa presença constante busca não apenas fiscalizar o agressor, mas consolidar o policiamento ostensivo como um braço de proteção contínua.


Tecnologia como aliada
Uma das novidades desta edição é o uso de uma ferramenta desenvolvida pela própria Brigada Militar para otimizar as rotas das equipes.
O sistema identifica os trajetos mais rápidos entre os atendimentos, permitindo que as patrulhas realizem mais visitas durante o mesmo período de trabalho. Segundo a corporação, a tecnologia ajuda a ampliar a cobertura do serviço e torna o acompanhamento das vítimas mais eficiente.
Sobre Medidas Protetivas
Previstas na Lei Maria da Penha, as medidas protetivas têm o propósito de assegurar que toda mulher tenha direito a uma vida sem violência, com a preservação de sua saúde física, mental e patrimonial. São mecanismos criados pela lei para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar.
O pedido pode ser feito já no primeiro atendimento policial, e a Justiça deve analisar o caso em até 48 horas. Em situações de risco iminente, a medida é concedida com urgência para preservar a integridade e a vida da mulher.
Entre as restrições impostas ao agressor estão a proibição de se aproximar da vítima, da residência ou de manter qualquer tipo de contato.
Foto da capa: SD Brenda Dornelles/Brigada Militar