A paralisação dos professores da rede municipal de São Leopoldo é motivada pelo reajuste salarial. A proposta apresentada pelo Executivo prevê pagamento de 1,89% em abril e 1,88% em outubro, com retroativo sendo quitado apenas em dezembro.
Por isso, 49 das 50 escolas municipais de São Leopoldo não receberam os alunos na manhã desta quarta-feira (13). A paralisação inclui uma caminhada pela educação no Centro da cidade, com reivindicações por valorização profissional e mais investimentos na educação pública.
Para os professores, o índice é considerado insuficiente diante dos reajustes do FUNDEB e do Piso Nacional do Magistério. A presidente do Ceprol, Cristiane Mainardi, afirma que o percentual gira em torno de R$ 29,00, e que o executivo tem condições de propor um reajuste acima dos 10%.
Por outro lado, a Prefeitura alega que os 3,77% foram calculados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado dos últimos 12 meses. O executivo defende que o índice é amplamente utilizado para reajustar salários, aposentadorias, negociações salariais coletivas e o salário mínimo no Brasil.
O Executivo também informa que, ao todo, a Administração Municipal conta com 3.735 servidores na administração direta e 3.445 na indireta (Semae, Fundação Hospital Centenário, IAPS, aposentados e pensionistas).
De acordo com o secretário da Fazenda, Roberto Calazans, alega: “Considerando a projeção anual da folha, já incorporando o dissídio e confrontando esse montante com a previsão de receitas, nossa margem para elevação da despesa com pagamento de pessoal é significativamente restrita”.
Uma nova posição da Prefeitura virá a partir das 14h, após a reunião.