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Comunidade

Com greve dos professores, boa parte das escolas municipais de São Leopoldo não abrem as portas nesta quarta

49 das 50 escolas municipais de São Leopoldo não receberam os alunos na manhã desta quarta-feira (13). A paralisação inclui uma caminhada pela educação no Centro da cidade, com reivindicações por valorização profissional e mais investimentos na educação pública.

Segundo o sindicato, 25 escolas suspenderam totalmente as atividades, enquanto outras 21 tiveram paralisação parcial. O movimento acontece após a categoria rejeitar, por duas vezes consecutivas, a proposta apresentada pelo prefeito Heliomar Franco, sobre o reajuste de 3,77% parcelado em três etapas.

A proposta apresentada pelo Executivo prevê pagamento de 1,89% em abril e 1,88% em outubro, com retroativo sendo quitado apenas em dezembro. Para os professores, o índice é considerado insuficiente diante dos reajustes do FUNDEB e do Piso Nacional do Magistério.

“Achamos a proposta insuficiente para valorizar o magistério. O FUNDEB foi reajustado em 7,1%, o Piso Nacional do Magistério, 5,44%. São recursos da educação que o município recebe do Governo Federal e que já foram reajustados”, afirmou a presidente do Ceprol, Cristiane Mainardi.

Por outro lado, a Prefeitura alega que os 3,77% foram calculados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado dos últimos 12 meses. O executivo defende que o índice é amplamente utilizado para reajustar salários, aposentadorias, negociações salariais coletivas e o salário mínimo no Brasil.

O Executivo também informa que, ao todo, a Administração Municipal conta com 3.735 servidores na administração direta e 3.445 na indireta (Semae, Fundação Hospital Centenário, IAPS, aposentados e pensionistas). De acordo com o secretário da Fazenda, Roberto Calazans, alega: “Considerando a projeção anual da folha, já incorporando o dissídio e confrontando esse montante com a previsão de receitas, nossa margem para elevação da despesa com pagamento de pessoal é significativamente restrita”.

A mobilização começou às 10h, em frente à Prefeitura de São Leopoldo. Já ao meio-dia, ocorre a Caminhada pela Educação, que seguirá pela Rua Independência, no Centro da cidade.

Algumas escolas já informaram mudanças na rotina. A EMEF Gusmão Britto, por exemplo, comunicou funcionamento parcial no turno da manhã e suspensão total das atividades à tarde.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou que cada escola possui autonomia para definir se a paralisação será parcial ou integral. A pasta também destacou que o conteúdo e a carga horária deverão ser recuperados posteriormente, conforme determina a legislação.

Sobre a paralisação, uma reunião entre o Ceprol e a Prefeitura está prevista para ocorrer às 14h. O sindicato irá avaliar a nova proposta em assembleia marcada para às 18h desta quinta-feira (14).

Foto: Bruno Schütz | DN

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