Os profissionais de educação de Canoas votaram em manter a greve nesta segunda-feira (11), durante assembleia geral realizada na Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC). A paralisação ocorre desde o dia 22 de abril e o principal impasse com a prefeitura do município é em relação ao parcelamento do reajuste salarial.
De acordo com a proposta enviada por ofício, a Prefeitura de Canoas se comprometeu a conceder até o final do exercício de 2028, no mínimo, 2% de aumento real à categoria. Além disso, criar até o final do exercício de 2028, mecanismo de valorização dos profissionais da educação em sala de aula, mediante o uso do FUNDEB e condicionado a melhorias do IDEB e outros índices de crescimento do nível educacional dos alunos.
Entretanto, os profissionais de educação buscam o pagamento integral e recusaram pela terceira vez o parcelamento do reajuste do salário. “A categoria teve avanços com o executivo nas últimas negociações. Porém, no ofício entregue ao comando de greve, no item 8, referente ao aumento real, a categoria não concorda com o que está sendo proposto”, afirma o professor dos anos iniciais, Silvano R. Silva.
A greve dos professores da rede municipal de Canoas entra na quarta semana e deve cancelar as férias de inverno e as aulas podem chegar até o ano letivo de 2027. A prefeitura diz que sempre manteve o diálogo aberto com a categoria, mas destaca que a proposta apresentada chegou ao limite possível dentro da capacidade financeira do Município.
Foto: Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas / Sinprocan