Pouco mais de um ano após o Caso Théo, que comoveu o Rio Grande do Sul e ganhou repercussão nacional, Tiago Ricardo Felber foi condenado a mais de 83 anos de prisão pela morte do próprio filho, na quarta-feira (4). Após o resultado, as promotoras de Justiça responsáveis pela acusação no Tribunal do Júri falaram sobre o caso.
A acusação foi sustentada pelas promotoras Maria Fernanda Rabelo Ramalho e Graziela Lorenzoni. “A condenação traz justiça. Não traz a criança de volta, mas acabei de ouvir da mãe do Théo que o resultado foi um alívio para ela”, disse Maria Fernanda.
A promotora também destacou o aumento da pena diante da nova tipificação penal de vicaricídio, que trata do crime de matar um filho para causar sofrimento à mulher. A lei, que integra as normas de proteção à mulher, foi aprovada em abril deste ano. “A gente não pode admitir que pais tirem a vida dos seus filhos, muito menos para atingir as mães”, afirmou.
Já Graziela ressaltou que “foi uma condenação importante pelo fato de que a morte de Théo foi um dos casos que motivaram a criação do crime de vicaricídio no Brasil”.
O réu, que já respondia ao processo preso, recebeu pena de 83 anos e 4 meses de reclusão e 2 meses e 20 dias de detenção, pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e ameaça, em regime inicial fechado.
O crime aconteceu em março de 2025, quando Tiago jogou o menino, de 5 anos, de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, em São Gabriel.




