O caso da morte de Théo Ricardo Felber, de 5 anos, é julgado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (4), em São Gabriel. A sessão começou às 9h e pode durar até a madrugada de quinta-feira (5).
O menino morreu após ser arremessado ainda vivo pelo próprio pai de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, de uma altura aproximada de 15 metros. O crime, que causou comoção nacional, também esteve entre os casos que impulsionaram a criação da lei que tipificou o vicaricídio no Brasil. O réu, que está preso, responde por tentativa de homicídio qualificado contra o filho, homicídio qualificado consumado e ameaça contra a ex-companheira. O crime ocorreu em março do ano passado.
O MP informa que sessão deverá contar com o depoimento de oito pessoas, incluindo a mãe de Théo, duas testemunhas indicadas pelo Ministério Público, três pela assistência de acusação e uma pela defesa. O réu também será interrogado.
A acusação será conduzida pelas promotoras de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho e Graziela Lorenzoni. Os debates entre acusação e defesa têm previsão de duração de aproximadamente cinco horas.
RELEMBRE O CASO
Segundo o Ministério Público, Théo morava com a mãe e passava alguns dias sob os cuidados do pai. A investigação aponta que o menino foi agredido no dia 24 de março e, no dia seguinte, arremessado ainda vivo de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, em São Gabriel. O laudo pericial apontou traumatismo cranioencefálico provocado pela queda como causa da morte.

Para o MPRS, o acusado teria cometido os crimes com o objetivo de atingir a ex-companheira após o fim do relacionamento. Na época, o DuduNews divulgou áudios atribuídos ao pai da criança, que enviou para a mãe de Théo após o crime. “Fiz uma loucurinha. Atirei o Théo da ponte agora”, disse o réu.




