A campanha do presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (21) que ele não se opõe a nenhuma das condições impostas por Flávio Bolsonaro (PL) para autorizar a quebra mútua de sigilos bancário, fiscal e telefônico. O coordenador político da campanha, senador Camilo Santana (PT), classificou as condicionantes de Flávio como “manobra” e anunciou que a resposta será protocolada no TSE às 11 horas desta quinta-feira (22).
“Todas as condicionantes, a única resposta é que o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, contanto que ele faça. Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs”, disse Camilo.
O desafio de Lula
Na segunda-feira (20), Lula protocolou petição no TSE autorizando a liberação de seus sigilos dos últimos oito anos e os de seis familiares: Janja, Lurian, Marcos Cláudio, Lulinha, Sandro e Luís Claudio, além de empresas das quais é sócio. A medida foi condicionada a que Flávio faça o mesmo em relação a si próprio, a seus familiares Jair Bolsonaro, Rogéria, Carlos, Eduardo, Jair Renan e Fernanda Bolsonaro, e às empresas ligadas ao candidato, incluindo a offshore Alcazar Holdings, em cuja conta Flávio teria figurado como “usuário master”.
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no STF: um sobre lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, e outro sobre o financiamento do filme “Dark Horse” com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e que está preso.
As condições impostas por Flávio
Em resposta, a campanha de Flávio apresentou uma série de exigências adicionais. Entre as principais estão a quebra de sigilo de assessores próximos de Lula, como o ex-chefe de gabinete “Marcola”; abertura de contas de empresas ligadas ao filho Lulinha e a outros familiares, incluindo negócios recentes no exterior; divulgação integral de registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes da reunião com Daniel Vorcaro em dezembro de 2024; esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger; abertura dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023; e das agendas da primeira-dama Janja desde o início do mandato.




