No domingo, 5 de abril de 2020, um homem de 50 anos foi encontrado morto na Estrada Campo Bom, em uma área de mata, em Dois Irmãos. Na época, ele morava de favor havia cerca de duas semanas em um estabelecimento comercial na cidade. A dona do local seria a mandante da execução, e seu marido, o autor do crime. Conforme depoimentos prestados na época, o homem teria estuprado a filha do casal durante o período em que ficou de favor no comércio. Os dois confessaram o crime à polícia. Advogados hamburguenses buscam a tese de legítima defesa para os acusados.
O assassinato teria ocorrido na noite anterior, no sábado, dia 4 de abril de 2020. Ao tomar conhecimento dos abusos sexuais praticados pelo homem contra a filha, a mulher teria dito ao marido para levar o homem para outro local, mas negou ter ordenado o assassinato em depoimento à polícia. Por sua vez, o pai da criança confessou o crime. Ele teria assassinado o homem a pauladas após confrontá-lo no carro e “perder a cabeça”.
O homem encontrado morto estaria morando de favor no estabelecimento havia cerca de duas semanas, pois trabalhava em uma obra nas proximidades, conforme testemunhas. Foi na noite do crime que a filha teria contado ao pai e à mãe sobre os estupros, que, segundo o relato, teriam ocorrido outras vezes. O casal alega que a criança também teria contraído ISTs em decorrência dos abusos.
O que diz o casal
O julgamento ocorre no Fórum de Dois Irmãos. O casal é representado pelo escritório Noronha & Aboal, de Novo Hamburgo. Em nota, a defesa se manifesta:
“Foram ajudar uma pessoa, dando trabalho e lugar para dormir, e o pai, em legítima defesa, acabou matando o abusador após a menina contar sobre os abusos, vencendo o medo das ameaças do pedófilo para não contar. A mãe é acusada de ser mandante, o que se busca defender, e o pai buscaremos a legítima defesa. A vítima era problemática, e uma das ocorrências que ele tinha era de agredir os outros, ameaçar e até mesmo decepar a cabeça do cavalo de um sobrinho após uma briga.”




