O INMET acompanha a formação de um possível ciclone bomba entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico nos próximos dias. A Defesa Civil do RS também monitora a situação e atualizou nesta quarta-feira (5) as áreas com risco meteorológico para quinta (6) e sexta (7), divulgando o risco de tempestades severas e rajadas de vento superando os 90km/h.
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De acordo com as previsões do INMET, o sistema começa a se organizar a partir das 9h de quinta, a partir de um cavado (região alongada de baixa pressão) sobre o norte da Argentina e o Paraguai.
Esse sistema evolui para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, dando origem ao ciclone extratropical . Nas horas seguintes, o ciclone deverá apresentar rápida intensificação.

Condições meteorológicas previstas
Os principais impactos do fenômeno no Brasil estão previstos entre quinta e sábado, principalmente na Região Sul. A formação do ciclone favorecerá o avanço de uma frente fria, com possibilidade de ocorrência de chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo.
Há previsão de condições favoráveis à ocorrência de tempestades severas, com possibilidade de granizo e ventos intensos, com rajadas podendo superar 100 km/h em áreas próximas ao centro do ciclone.

O mapa indica áreas com potencial para ocorrência de granizo associadas ao elevado grau de severidade atmosférica, em um ambiente favorável ao desenvolvimento de linhas de instabilidade e frentes de rajadas.
Essas condições estão relacionadas à atuação de uma frente fria e à intensificação do ciclone em desenvolvimento, favorecendo a ocorrência de tempestades severas na Região Sul do Brasil.
O que é um ciclone bomba
O fenômeno do ciclone bomba acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido. Isso costuma aumentar o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura.
O processo começa com o encontro de massas de ar com características muito diferentes. Na meteorologia, esse processo é chamado de ciclogênese explosiva. De um lado, há ar frio. Do outro, ar mais quente e úmido.
Essa diferença de temperatura ajuda a organizar o sistema e favorece a formação da área de baixa pressão.
RS deve ter queda na temperatura após passagem do ciclone
Após a passagem do ciclone e da frente fria associada, uma área de alta pressão avançará sobre a Argentina e o Sul do Brasil, favorecendo a entrada de uma massa de ar frio e a queda das temperaturas nos dias seguintes no Rio Grande do Sul.
Foto da capa: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil




