Um jovem de Canoas, na faixa dos 20 anos, é um dos suspeitos de planejar a explosão de prédio onde aconteceria um debate para Presidente do Brasil no segundo turno das eleições. Em atuação conjunta com o Ministério da Justiça, a Polícia Civil do município cumpriu um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (4), no bairro Rio Branco.
O suspeito atuava em grupos pelo aplicativo de mensagens Telegram com pessoas de todo o Brasil. Eles planejavam ataques durante o período eleitoral. No entanto, a ação denominada Operação Rede Interrompida, não encontrou evidências que gerassem prisão em flagrante contra o jovem. No local, foram apreendidos computadores e celulares para investigação.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não tem experiência com artefatos explosivos e também não pode ser considerado um hacker.
O mandado de busca e apreensão ocorreu em mais quatro estados: São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Paraná. Foram encontrados manuais de fabricação de explosivos, armas de fogo, facas e canivetes, além de anotações de cunho racista.
Sobre a Operação Rede Interrompida
A operação, lançada pela Polícia Civil do Distrito Federal, visa desmontar grupos extremistas suspeitos de promoverem atentado a um prédio em que ocorreria um debate presidencial no segundo turno das eleições.
A apuração do caso partiu de um relatório elaborado pelo monitoramento do Ciberlab do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apoia as polícias em casos de crimes e fraudes digitais. O inquérito apurou horas de conversas com possíveis alvos, plantas de edifícios, mapas e até mesmo recrutamento de membros.
Foto: Bruno Schütz / DN




