Na expectativa de acalmar o mercado financeiro depois da reeleição do presidente Lula (PT), confirmada na noite de domingo (25), nomes já são discutidos para assumir o Ministério da Fazenda no novo mandato. Nos bastidores, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), é o nome mais cotado, seguido pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
A nomeação de Alckmin para a pasta seria a forma do governo petista demonstrar que, a partir de 2027, assume um compromisso sério e público com o equilíbrio fiscal das contas, tão cobrado pelo setor financeiro brasileiro, principalmente da Faria Lima.
Fonteles também é apontado como escolha por apoiadores e integrantes do governo Lula, e é visto como parte do mercado financeiro como um petista moderado.
O nome a ser escolhido para a Fazenda virou o sinal mais esperado pelos investidores nesta segunda-feira (26), quando o dólar subiu mais de 12%, chegando a R$ 5,60, e a bolsa de valores caiu tanto que precisou pausar as negociações por 30 minutos.
De tucano a vice de Lula, Alckmin representa equilíbrio
Geraldo Alckmin deixou o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em abril deste ano, mas seguiu na campanha como vice-presidente de Lula.
Médico de formação e político com mais de quatro décadas de vida pública, Alckmin construiu sua trajetória no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que ajudou a fundar e onde permaneceu por mais de 30 anos.
A aproximação com Lula marcou uma das maiores reviravoltas de sua carreira pois, historicamente, PT e PSDB estiveram em lados opostos nas disputas presidenciais. Em 2022, Alckmin se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para integrar a chapa de Lula, em uma aliança que busca, ainda hoje, ampliar o apoio de Lula entre eleitores de centro e centro-direita.
Foto da capa: Reprodução/Ricardo Stuckert




