Mais de 128 milhões de eleitores brasileiros compareceram às urnas neste domingo (25) para o segundo turno das Eleições 2026, que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, a abstenção foi de aproximadamente 19,22%, a menor registrada em um segundo turno desde 2006.
Ao todo, 30.509.005 eleitores deixaram de votar, enquanto 128.236.074 compareceram às urnas, o equivalente a 80,78% do eleitorado apto. Cerca de 2,9 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno compareceram para escolher o presidente no segundo.
A taxa também caiu em relação ao primeiro turno da eleição, realizado em 4 de outubro, quando 21,08% dos eleitores não compareceram às urnas.
A diminuição ocorre após as campanhas de ambos os candidatos, mas principalmente do PT, d incentivar o comparecimento de eleitores que não haviam votado na primeira etapa. A mobilização foi uma das prioridades da candidatura de Lula.
Histórico de abstenção nas eleições
Desde a redemocratização, a menor taxa de abstenção em um segundo turno presidencial foi registrada em 1989, quando 14,4% dos eleitores não compareceram à votação entre Fernando Collor (PRN) e Lula. Em 2002, o índice foi de 20,5%, caindo para 19% em 2006.
Depois disso, a abstenção no segundo turno das eleições presidenciais permaneceu acima de 20% nas disputas das últimas duas décadas. Em 2010, quando Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB), a taxa foi de 21,5%. Em 2014, na disputa entre Dilma e Aécio Neves (PSDB), ficou em 21,1%.
Em 2018, quando Jair Bolsonaro (PSL) venceu Fernando Haddad (PT), a abstenção foi de 21,3%. Já em 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL), a taxa recuou para 20,6%.




