O fenômeno climático El Niño voltou a acender o alerta no Rio Grande do Sul. Segundo o meteorologista e climatologista Glauco Freitas, o evento deste ano deve apresentar características semelhantes às registradas em 2023, período marcado por fortes chuvas, temporais e elevados volumes de precipitação em diversas regiões do Estado.
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera os padrões atmosféricos em diferentes partes do planeta, influenciando diretamente o regime de chuvas, temperaturas e ocorrência de eventos extremos.
No Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, os efeitos costumam ser mais intensos. Historicamente, o fenômeno provoca aumento das chuvas, temporais frequentes, enchentes e elevação dos níveis de rios e arroios.
De acordo com Glauco Freitas, os primeiros impactos mais severos devem atingir inicialmente a região Noroeste do Rio Grande do Sul. O especialista afirma que o comportamento climático observado neste ano tende a repetir padrões semelhantes aos registrados em 2023, quando diversas cidades enfrentaram episódios de alagamentos e danos provocados por temporais.
Apesar da preocupação, o climatologista destaca que o Estado está mais preparado em comparação com anos anteriores. Segundo ele, os sistemas de monitoramento, estruturas de resposta e mecanismos de prevenção evoluíram nos últimos anos, permitindo uma atuação mais rápida diante de situações de risco.
O meteorologista também destacou a situação da região do Vale do Sinos, que deve sentir os efeitos do El Niño com episódios de chuva persistente, possibilidade de temporais e aumento no risco de alagamentos em áreas urbanas de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e Canoas. Para ele, municípios cortados por rios e arroios exigem atenção especial, principalmente em períodos de precipitação acumulada elevada.
O prognóstico mantém autoridades e moradores em alerta, especialmente diante do histórico recente de eventos climáticos extremos registrados no Estado.
Imagem: Inmet