O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentem defesa, em até cinco dias, em uma ação do partido Novo que acusa a chapa de abuso de poder político. A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou o processo a tramitar.
A ação aponta que o governo federal editou 35 medidas provisórias e decretos, entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026, criando ou ampliando benefícios. Entre os exemplos citados pelo Novo está o reajuste do Bolsa Família. Segundo o partido, as medidas teriam sido usadas para favorecer eleitoralmente Lula e Alckmin.
Após receber a defesa da chapa, o ministro decidirá se encerra o processo ou se dará continuidade a investigação, que poderá incluir depoimentos de testemunhas e coleta de provas.
Outras 12 ações contra a chapa Lula-Alckmin já foram apresentadas ao TSE. O tribunal também admitiu uma ação de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição, que questiona o suposto uso da estrutura pública de comunicação em benefício da campanha de Lula.




