O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota nesta quarta-feira (28) desmentindo informações que circularam na imprensa sobre uma operação da Polícia Federal na mansão de Flávio Bolsonaro (PL) no Lago Sul, em Brasília.
“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido”, afirmou o tribunal em nota.
A negativa ocorre em meio a uma série de eventos que se sucederam após a derrota de Flávio na eleição presidencial do último domingo (25), quando perdeu para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva por mais de 4,4 milhões de votos.
A fuga
Na segunda-feira (27), ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – que cumpre pena em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado -, Flávio foi abordado pela PF e intimado a entregar seus dois passaportes, o regular e o diplomático. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado a medida após a PF informar risco concreto de fuga do senador.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que cumpriria a decisão e que nunca havia pensado em deixar o país. Na terça-feira (27), porém, cruzou a fronteira com a Argentina por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos, violando a proibição judicial.
Investigações em andamento
Mesmo com a fuga, os inquéritos no STF seguem tramitando. No caso relatado por Moraes, Flávio é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas junto com o advogado Willer Tomaz, que também deixou o país antes da eleição.
No segundo inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio é investigado por ter solicitado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o equivalente a R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do pai. O pedido foi identificado em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Flávio reconhece a autoria das mensagens, mas nega irregularidades.




