Nesta quinta-feira (23), a Prefeitura de Canoas apresentou um conjunto de medidas aos professores do município, durante assembleia junto a classe. A gestão busca acabar com a greve na educação, que iniciou na última quarta-feira (22), e impacta cerca de 30 mil alunos da rede pública. Entretanto, o Sindicato dos Profissionais de Educação de Canoas (Sinprocan) recusou as propostas e enviou um ofício com as reivindicações e contrapartidas a administração pública.
De acordo com a Prefeitura, o pacote de ações apresentado traz várias mudanças, como por exemplo, a criação de um grupo fixo para discutir as demandas da categoria, o aumento do vale-alimentação, o piso nacional dos professores começa a ser pago a partir de maio e haverá o reajuste salarial de 4,26%, dividido em parcelas até o fim do ano.
No entanto, os profissionais da Educação de Canoas decidiram manter a greve após assembleia realizada no dia 23 de abril, por considerarem que a proposta da prefeitura não atende às principais demandas da categoria. Segundo ofício enviado pelo sindicato, o problema central é o reajuste de 4,26%, que foi proposto de forma parcelada e sem garantia de aumento real. Os trabalhadores defendem que o valor seja pago integralmente já na folha de maio, deixando apenas os atrasados desde janeiro para parcelamento.

Além disso, os professores apontam falta de soluções concretas para questões importantes, como o pagamento de valores pendentes do “descongela”, a aplicação da lei do enquadramento com prazo definido, a revisão dos planos de carreira e melhorias nas condições das escolas, incluindo mais profissionais e segurança. A categoria afirma que só deve encerrar a paralisação quando houver propostas mais claras e avanços reais nesses pontos.
Por outro lado, a prefeitura de Canoas afirma que mantém diálogo aberto com o sindicato e com representantes dos profissionais da educação, destacando a realização de reuniões formais e atendimentos diretos aos grevistas pelo prefeito Airton Souza e pela secretária de Educação, Beth Colombo.
A administração também ressalta que a paralisação tem impacto direto no dia a dia das famílias, principalmente daquelas que não têm com quem deixar os filhos durante a suspensão das aulas, o que acaba afetando a rotina de trabalho de pais e responsáveis.
Foto da capa: Reprodução/Sinprocan
