Quatro terremotos de magnitude elevada atingiram Venezuela, Japão e Estados Unidos na mesma noite de quarta-feira (24), em intervalo de poucas horas. A coincidência gerou dúvidas sobre uma possível ligação entre os eventos. Segundo o Serviço Geológico Britânico, a resposta é não.
Os abalos começaram na Califórnia, com magnitude 5,6, às 16h10 (UTC). Horas depois, a Venezuela registrou dois terremotos consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5, com apenas 39 segundos de intervalo. Cerca de 30 minutos após os tremores venezuelanos, o Japão registrou um abalo de magnitude 6,9.
Os especialistas britânicos explicam que, embora seja incomum que tremores de maior intensidade ocorram em horários tão próximos, isso não significa que estejam conectados. Cada evento aconteceu em sistemas distintos de placas tectônicas.
Os tremores na Venezuela estão relacionados às dinâmicas da placa tectônica do Caribe, que interage com outras quatro placas: América do Norte, América do Sul, Nazca e Cocos. O abalo no Japão decorre da interação entre a placa do Pacífico e a placa de Okhotsk. Já os tremores na Califórnia são causados pelas falhas geológicas regionais, sendo a Falha de San Andreas a mais conhecida.
O Serviço Geológico Britânico calcula que, a cada ano, ocorrem cerca de 100 terremotos de magnitude entre 6 e 7 no planeta, entre 10 e 15 de magnitude 7 a 8, e um ou dois acima de magnitude 8. “Nós sabemos amplamente onde esses eventos podem ocorrer, mas não quando isso acontecerá”, conclui a entidade.



