Cerca de 90% das escolas da rede municipal de ensino de São Leopoldo devem aderir à paralisação marcada para esta quarta-feira (13), conforme levantamento do Ceprol Sindicato. A mobilização inclui uma caminhada pela educação no Centro da cidade, com reivindicações por valorização profissional e mais investimentos na educação pública.
Segundo o sindicato, 25 escolas vão suspender totalmente as atividades, enquanto outras 21 terão paralisação parcial. O movimento acontece após a categoria rejeitar, por duas vezes consecutivas, a proposta apresentada pelo prefeito Heliomar Franco, sobre o reajuste de 3,77% parcelado em três etapas.
A proposta apresentada pelo Executivo prevê pagamento de 1,89% em abril e 1,88% em outubro, com retroativo sendo quitado apenas em dezembro. Para os professores, o índice é considerado insuficiente diante dos reajustes do FUNDEB e do Piso Nacional do Magistério.
“Achamos a proposta insuficiente para valorizar o magistério. O FUNDEB foi reajustado em 7,1%, o Piso Nacional do Magistério, 5,44%. São recursos da educação que o município recebe do Governo Federal e que já foram reajustados”, afirmou a presidente do Ceprol, Cristiane Mainardi.
A mobilização começa às 10h, em frente à Prefeitura de São Leopoldo. Já ao meio-dia, ocorre a Caminhada pela Educação, que seguirá pela Rua Independência, no Centro da cidade.
Algumas escolas já informaram mudanças na rotina. A EMEF Gusmão Britto, por exemplo, comunicou funcionamento parcial no turno da manhã e suspensão total das atividades à tarde.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou que cada escola possui autonomia para definir se a paralisação será parcial ou integral. A pasta também destacou que o conteúdo e a carga horária deverão ser recuperados posteriormente, conforme determina a legislação.
A orientação para pais e responsáveis é acompanhar os comunicados oficiais de cada escola para verificar possíveis alterações nas aulas e no atendimento aos estudantes.


Foto: Diego da Rosa | Ceprol