O Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol) recusou a proposta da prefeitura de reajustar o salário da classe em 3,77%, durante assembleia geral realizada na escola Gusmão Britto, na noite desta segunda-feira (04). Os profissionais de educação já haviam recusado o valor na primeira proposta, assim como, o reajuste no Programa de Alimentação e do Fundeb. A partir disso, os professores anunciaram paralisação nas aulas da rede pública, no dia 13/05.
De acordo com o Ceprol, a classe considerou desrespeitosa a proposta de 3,77%, calculado em cima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que seriam pagos em três vezes. “A Categoria compreende que esta é uma proposta que desrespeita a luta das professoras e é uma postura inflexível na negociação por parte do governo Heliomar”, destaca o Ceprol através de nota.

A única contraposta aceita pelo sindicato foi o reajuste do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em 7,1%. A classe reivindica a mesma porcentagem de reajuste para o Vale Refeição, que teve como proposta 3,77%, R$29,85, e também foi recusada pelo sindicato.
A Prefeitura de São Leopoldo sustenta que a proposta de reajuste de 3,77% segue o INPC acumulado dos últimos 12 meses e está dentro das limitações fiscais do município. Segundo a administração, o índice oferecido é superior ao crescimento do Fundeb em 2025, que foi de 2,46%, e busca manter o equilíbrio das contas públicas diante da alta despesa com pessoal.
O governo também destaca que a folha do magistério já consome praticamente todo o recurso do Fundeb, com gasto anual de cerca de R$ 196,1 milhões, podendo chegar a R$ 237 milhões com a reposição. Além do reajuste parcelado, a proposta inclui aumento no vale-refeição e a criação de um grupo de trabalho para estudar o auxílio-saúde, afirmando que há transparência nas negociações e abertura dos dados financeiros ao sindicato.
FOTOS: Marta Bringmann/CEPROL