Um professor de 63 anos foi preso nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil, investigado por crime de estupro de vulnerável em Taquara. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Delegacia de Polícia da cidade, sob a coordenação do Delegado de Polícia Valeriano Garcia Neto.
As investigações apontam que o suspeito, professor de Inglês nos anos finais do ensino fundamental em duas escolas da rede municipal de Taquara, aproximava-se de alunos, estabelecendo uma relação de confiança.
O investigado convidava estudantes para passar finais de semana em um sítio de sua propriedade no município de Três Coroas, sob o pretexto de auxiliarem em atividades rurais, oportunidade em que praticava os abusos.
Durante a apuração, a investigação apontou que o professor já tinha registros anteriores de investigações por fatos parecidos, primeiro em 2016, pela Delegacia de Polícia de Tramandaí, e, mais recentemente, em 2024, pela própria Delegacia de Polícia de Taquara.
Prefeitura se manifesta
Em nota, a Prefeitura de Taquara informou que tomou conhecimento do caso e que já adotou as medida cabíveis. Segundo a administração, o professor foi afastado ainda em setembro.
“Como medida preventiva e cautelar, foi instaurado processo administrativo e determinado o afastamento de suas funções enquanto os fatos fossem apurados pelas autoridades competentes. A decisão administrativa de afastamento foi emitida e o professor afastado em 10 de setembro, priorizando a proteção e o bem-estar dos envolvidos”, explica.
A ordem judicial foi expedida pela Vara Criminal da Comarca de Três Coroas para a garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Após as formalidades legais na delegacia, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição do Poder Judiciário.
Casos recentes em Taquara
O caso não é isolado na região. Em Taquara, outros dois profissionais também foram alvos de investigações por crimes de natureza sexual.
O professor Ramiro Gonzaga Barros, de 37 anos, que atuava em um projeto social com crianças, está preso desde janeiro de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu cerca de 750 pastas com conteúdo ilícito, organizadas por vítima. Segundo a investigação, as práticas criminosas ocorreram ao longo de 16 anos, entre 2009 e janeiro de 2025.
Mais recentemente, a Polícia Civil de Taquara cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o médico cardiologista Daniel Kollet, de 55 anos, investigado pelos crimes de importunação sexual e posse sexual mediante fraude.




