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Comunidade

Parte de condomínio que desabou é liberada pela Defesa Civil, mas famílias têm medo de voltar

Na tarde desta sexta-feira (22), a Defesa Civil de Novo Hamburgo desinterditou um condomínio localizado na Rua Júlio Birck, no Bairro Vila Nova. Parte do estacionamento do local desabou no último domingo (17), o que fez com que dois blocos fossem interditados. Inicialmente, 22 pessoas tiveram que deixar seus apartamentos.

Mesmo podendo voltar pra casa, uma família que morava de aluguel decidiu se mudar por medo de novos desabamentos. As obras de revitalização são realizadas pela construtora responsável pelo empreendimento ao lado.

O desmoronamento ocorreu no último domingo (17) e provocou momentos de tensão, retirada emergencial de moradores e uma força-tarefa para evitar novos deslizamentos. Com a queda da estrutura, parte do estacionamento de um dos residenciais cedeu e um carro e uma moto foram arrastados para o terreno vizinho, onde funciona um canteiro de obras de um prédio em construção. Apesar do susto e da gravidade da situação, ninguém ficou ferido.

A instabilidade do terreno exigiu a evacuação de 22 pessoas que moravam em dois blocos considerados em risco. Os moradores deixaram os apartamentos às pressas e puderam voltar de forma gradual. Ao longo da semana, nove ainda esperavam para retornar para suas casas.

A liberação foi autorizada pela Defesa Civil na tarde desta sexta-feira, entendendo que os blocos já estão fora de risco. Um dos moradores conversou com a nossa reportagem e alegou estar se mudando. “Tenho uma filha de cinco meses e estou constantemente viajando. Eu e minha esposa moramos de aluguel com a nenê e decidimos sair por precaução. Elas também acabam ficando sozinhas”, afirma.

Em nota, a empresa responsável pela construção do edifício ao lado informou que o empreendimento em obras segue estruturalmente íntegro e sem danos. A construtora informou ainda que mobilizou engenheiros, especialistas em contenção, parceiros e fornecedores para atuar na estabilização da área e prestar apoio aos moradores afetados.

Ao mesmo tempo, a construtora sustenta que problemas estruturais da contenção entre os terrenos já existiam antes do início da obra mais recente. A empresa afirma que documentos técnicos apontavam anteriormente infiltrações severas, rachaduras, deformações estruturais, falhas no sistema de drenagem e saturação do solo. As obras de recuperação devem nos próximos dias.

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