A Polícia Civil e um motorista de aplicativo trouxeram novas informações, no início da noite desta quarta-feira (26), sobre o caso em que uma mulher se apresentou como profissional da saúde para tirar mãe e bebê de 1 mês de casa, em Sapiranga.
A mulher foi até o endereço da mãe, no bairro São Jacó, com um carro de aplicativo e ambas embarcaram com o bebê neste mesmo automóvel. Isso porque a suspeita teria afirmado que estaria realizando um cadastro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e que, por uma falha no sistema, a mãe precisaria fazê-lo presencialmente.
O motorista Maurício Pelaio, de 39 anos, contou ao DuduNews que a suposta profissional ofereceu o dobro do valor da corrida para que ele esperasse por ela no local. Ele aguardou e, posteriormente, seguiu viagem com a mulher, a mãe e o bebê rumo ao mesmo endereço que a suspeita havia embarcado anteriormente.
Mauricio relembra sobre a mulher ter dito que um carro da Prefeitura encontraria ela e a família naquele local. Ainda segundo o motorista, o ponto era um antigo mercado de bairro e vizinhos teriam dito que a mulher havia se mudado há poucos meses para lá.
Ao perceber a atitude suspeita, Maurício desconfiou e acionou a Brigada Militar (BM). Ele teria aguardado em uma rua lateral e após a chegada dos policiais, a mãe já estaria pedindo por ajuda e socorro.
Inicialmente, o caso foi tratado pela BM como uma possível tentativa de sequestro. Entretanto, o delegado de Sapiranga, Clóvis Nei da Silva, afirma que: “a criança não saiu do contato com a mãe, não houve grave ameaça ou violência. A suspeita acredita nessa história, ser agente de saúde, o que aponta para questões de saúde mental”.
Ainda de acordo com o delegado, a suspeita possui diagnóstico de problemas mentais e não tem antecedência criminais. Ela teria alegado à polícia que começaria a trabalhar com uma doutora, em um posto de saúde, e que esta profissional teria solicitado a ela para fazer os cadastros. Além disso, a mulher afirmou ao delegado que estaria grávida. Porém, o delegado informou que ela não tem vínculo com a área da saúde e exames realizados confirmaram que ela não está grávida.
Após serem encaminhados à UPA pela BM, os envolvidos foram apresentados à delegacia e, após os depoimentos, liberados. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, sendo aberto um inquérito, também para apurar a sanidade mental desta mulher.




