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Polícia

Mega operação da Polícia mira núcleo financeiro de grupo que roubava carga de caminhões em todo o Estado

Na manhã desta terça-feira (12), a Polícia Civil realizou uma mega operação para desarticular um grupo criminoso por roubar dezenas de caminhões em todo o Rio Grande do Sul. A ação mira o setor financeiro, também investigado por lavagem de dinheiro. O principal líder já estava preso em Canoas. Foram cumpridos mandados em seis cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.

A chamada Operação Via Ápia cumpriu mais de 60 ordens judiciais em Porto Alegre, Gravataí, Canoas, Cachoeirinha, Viamão, Alvorada e no Estado de Santa Catarina. São 11 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão na região metropolitana, bem como quebras de sigilos. A polícia divulga que a prática dos roubos teriam, somados, causado um prejuízo superior a R$ 1,6 milhão. A operação de hoje, realizada pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR), focou no setor financeiro deste grupo, que já foi alvo de mais de 40 investigações pela mesma prática nos últimos dois anos.

A polícia não informou nomes dos bandidos. Conforme apuração da Zero Hora, o líder da organização é André Luiz Moreira Lopes, que está preso por roubo em Canoas. Na manhã desta terça, uma nova preventiva contra ele, mas por lavagem de dinheiro. A polícia também fez buscas na cela dele.

Conforme a investigação, a lavagem de dinheiro contava principalmente com a participação de familiares de Lopes e também de pessoas usadas como “laranjas”. O grupo teria utilizado o lucro dos roubos para adquirir imóveis para aluguel e também veículos. Diante disso, a polícia solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados aos envolvidos.

Uma das investigadas apresentou um aumento de patrimônio que passou de R$ 13,3 mil, em 2019, para R$ 210,8 mil, em 2021. Já outra investigada possuía, em março de 2025, uma frota de 10 veículos, sem apresentar renda que justificasse os bens.

Também foi revelado que no “modus operandi” destes criminosos, a carga era interceptada com bloqueadores de sinal. Portanto, durante e após o assalto, não era possível rastrear os caminhões.

Foto da capa: Divulgação/Polícia Civil

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