O voleibol da Sociedade Ginástica Novo Hamburgo, localizada no bairro Rio Branco, recebe alunos dos 8 aos 18 anos de idade, divididos em diferentes categorias. Quando os atletas em formação chegam próximos à maioridade, têm a possibilidade de ingressar na universidade com bolsas de estudo de até 100%, por meio do esporte.
Entre todas as categorias, 10 equipes são competitivas, com atletas federados: oito equipes de base, divididas em sub-14, sub-16 e sub-19. E as outras duas equipes profissionais, são formadas em parceria com a Universidade Feevale, que dispõe de bolsa atletas para esta categoria adulta.
Valentine Felippsen, de 16 anos, sonha em ser jogadora profissional de vôlei. Sabendo da dificuldade de alcançar esse objetivo, a hamburguense tem as bolsas como um bom caminho para conciliar o sonho com os estudos.
“Eu vejo como uma grande oportunidade para quem não consegue seguir só com o vôlei profissionalmente. É uma chance de conseguir equilibrar os dois, pois muitas vezes os atletas não conseguem só com o vôlei”, afirma a jogadora federada da equipe sub-19 feminino da Ginástica de Novo Hamburgo.
Alana Moesch, de 18 anos, também é jogadora federada na equipe sub-19 feminina. Ela conseguiu a bolsa atleta e está no 2° semestre de Biomedicina. A leopoldense joga vôlei desde os 10, quando começou no Sinodal, mas desde os 14 pratica o esporte na Sociedade Ginástica.
“O vôlei fez parte da minha vida inteira. No esporte a gente cria laços, desenvolve a personalidade e coisas para o futuro. Através do esporte, na faculdade consigo continuar construindo estes laços”, conta Alana.
Quem treina as meninas sub-19, é o mesmo treinador da Universidade Feevale, Fernando César Batista, conhecido como Fernandão. Hoje, com 55 anos, ele é técnico desde 2009, mas foi atleta dos 16 aos 42 anos. Entre as conquistas de Fernandão, está a Superliga em 1998 com a Ulbra, 6 campeonatos gaúchos, entre outros títulos. “Eu não sei se alguma vai ser atleta profissional, então eu falo para elas usarem o vôlei como ferramenta”, afirma o professor.


Ainda treinam no local seis pré-equipes: quatro masculinas e duas femininas. Conforme a evolução técnica desses alunos, eles são convidados a subir de categoria.
Juliano Groehs, de 48 anos, é diretor voluntário das equipes de voleibol da Sociedade Ginástica. Ele explica que o local conta com cerca de 270 atletas, entre a categoria mini vôlei, para os pequenos terem o primeiro contato com o esporte, a partir dos 8 anos, até o adulto. “Nós conversamos com os atletas desde o início que não é apenas para ser atleta profissional que o vôlei serve, tu pode buscar uma formação universitária através de uma bolsa esportiva. Isso é muito legal e tem nos trazido muitos frutos”, explica Juliano.
Juliano ainda orienta que quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com a Sociedade Ginástica e procurar pela modalidade de vôlei. Para o esporte de alto rendimento são feitas seletivas, geralmente, no mês de dezembro. Já para asa categorias menores, é formada uma lista de interesse e a partir dela novos alunos são chamados.
FOTO: Gabriel Muniz / DN




