O homem acusado de matar Franciele Graefe Mentz (33 anos) a facadas, em abril deste ano em Novo Hamburgo, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão saiu nesta terça-feira (26), assinada pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza, da 1ª Vara do Júri do município.
Airton da Silva Fonseca, de 32 anos, foi pronunciado por feminicídio duplamente qualificado, por meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Existe também a possibilidade de aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença da filha do casal, de cinco anos. Essa causa será avaliada em plenário e, se aceita, pode elevar a pena em até metade.
A decisão mantém o réu preso preventivamente até a data do julgamento. Segundo o juiz, permanecem inalterados os fundamentos que justificam a prisão cautelar, reforçados agora pelo encerramento da fase de instrução e pela pronúncia.
O crime aconteceu na madrugada de 12 de abril, no bairro Santo Afonso. De acordo com a investigação, Franciele foi atacada dentro de casa quando ainda estava na cama, e tentou fugir, mas caiu antes de alcançar a porta da residência. Ela foi atingida por sete facadas. A filha presenciou o assassinato. Após o ataque, Airton levou a criança até a casa do avô paterno e confessou o crime.
A advogada Caterine Rosa, assistente de acusação no processo, destacou a condução do caso. “A investigação foi exímia e o processo bem instruído, com provas materiais, genéticas, perícias técnicas em roupas, objetos e na faca, além de depoimentos de testemunhas e policiais. A família aguardava que o réu fosse pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Agora, acompanhamos os trâmites legais para a preparação da fase do plenário, lembrando que da sentença de pronúncia ainda cabe recurso”, afirmou.




