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Comunidade Esportes

Hamburguense é campeão mundial de beach tennis e briga para ficar entre os 100 melhores do mundo

Erick Hickmann, de 28 anos, segue dando um show no beach tennis e levando o nome de Novo Hamburgo para o mundo. Após conquistar um BT50 na Argentina no ano passado e ser campeão gaúcho profissional ao lado do também hamburguense Alex Junges, Erick conquistou, no último fim de semana, o título mundial de um BT50 disputado na praia de Iquique, no Chile, resultado que também o fez subir no ranking mundial.

Um BT50 é um torneio profissional oficial do circuito mundial da ITF Beach Tennis World Tour. O número “50” indica a quantidade exata de pontos que o atleta campeão ganha para o ranking internacional. Ele exige nível técnico avançado, oferece premiação em dinheiro e serve de trampolim para os jogadores alcançarem os torneios de elite.

A competição reuniu 32 duplas de diversos países. Desta vez, Erick atuou ao lado do amigo Gabriel Lemes, de Porto Alegre, que pratica o esporte há cerca de 10 anos e já conquistou um título mundial anteriormente. “Jogamos quatro partidas. Começamos nas oitavas de final, eliminamos os chilenos na semifinal e vencemos uma dupla brasileira na decisão. Foi bem difícil”, comentou Erick. Na final, a dupla enfrentou André Caetano, de Santa Catarina, e Matheus Antonello, de Porto Alegre. “Foi uma vitória muito dura. O André é top 70 do mundo e eles eram a dupla favorita”, completou o hamburguense.

Com a conquista, Erick subiu 14 posições no ranking mundial. Segundo ele, cada colocação conquistada faz diferença nesta fase da carreira. “Qualquer posição é muito valiosa, porque a diferença entre os atletas vai ficando cada vez maior. Dos 300 para baixo, cada posição é muito disputada”, afirma.

Sobre a organização para disputar os torneios, Erick explica que monta um calendário estratégico, buscando competições além do eixo Rio-São Paulo e levando em consideração os custos de cada viagem. “Elaboramos um calendário de acordo com os gastos. É caro, mas tentamos fazer uma programação e avaliar o que será mais vantajoso. No Chile, por exemplo, conquistamos um título internacional muito importante e conseguimos confirmar o favoritismo”, destacou.

Entre os desafios da campanha, Erick cita o entrosamento com Gabriel. Apesar da amizade e da experiência dos dois, a dupla joga junta há cerca de um ano. “Treinamos pouco juntos, mas fazemos valer a parceria. Na final fomos resilientes e salvamos três match points. Foi muito desgastante, mas, graças a Deus, conseguimos vencer”, comemorou.

Erick também ressalta que é importante manter um “leque” de parceiros para alternar as duplas conforme cada competição. Agora, o hamburguense já mira o próximo desafio: um torneio em Toledo, no Paraná, onde jogará ao lado de Thiago Busato, de Porto Alegre.

Foto: Divulgação

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