Os governos dos Estados Unidos e do Irã assinaram nesta quarta-feira (17) um acordo de paz que já entrou em vigor e marca o fim imediato dos ataques militares entre os dois países. O documento foi assinado pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian.
Entre os 14 pontos do memorando estão a garantia de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, a suspensão das sanções americanas contra Teerã e o pagamento de compensações financeiras ao governo iraniano. O acordo também abre um período inicial de dois meses para que os dois países negociem um entendimento definitivo sobre o programa nuclear iraniano. O prazo poderá ser prorrogado caso haja concordância entre as partes.
Enquanto o acordo final não é concluído, o Irã seguirá com seu programa nuclear sob os termos em negociação, enquanto os Estados Unidos não aplicarão novas sanções. Outro ponto importante do documento prevê o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o Líbano. Além disso, EUA e Irã se comprometem a não iniciar novos confrontos entre si e a respeitar mutuamente a integridade territorial de cada país. Ou seja: momentaneamente a guerra “acabou”.
Porém poucas horas antes da assinatura do acordo, Trump chegou a fazer declarações duras contra o governo iraniano, afirmando que voltaria a “bombardear suas cabeças se não se comporatarem”.
O Estreito de Ormuz será reaberto. O acordo prevê que os Estados Unidos iniciem imediatamente a retirada do bloqueio naval na região, processo que deverá ser concluído em até 30 dias. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a garantir a passagem segura e livre de embarcações pelo local, sem cobrança de taxas.
O governo da Suíça anunciou que representantes dos Estados Unidos, Irã, Paquistão e Catar participarão de uma reunião nesta sexta-feira (19), em Bürgenstock, para discutir a implementação prática do acordo.
O entendimento definitivo ainda dependerá de novas negociações e deverá ser posteriormente ratificado por uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Entre as medidas previstas também está o fim das sanções econômicas norte-americanas, a liberação da comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e o desbloqueio de ativos e fundos do Irã que estavam congelados em razão das restrições impostas pelos EUA.
Foto: Redes sociais



