A Diocese de Novo Hamburgo se manifestou na tarde desta quarta-feira (10) sobre as denúncias envolvendo a empresa JPF Turismo Religioso, investigada após clientes relatarem prejuízos e o cancelamento de viagens religiosas contratadas junto à agência.
Em nota oficial enviada à imprensa, a Diocese afirmou que não possui qualquer vínculo institucional, comercial ou contratual com a empresa e destacou que nunca promoveu oficialmente os serviços ou firmou parcerias relacionadas à organização de excursões e peregrinações.
O esclarecimento vem após a repercussão de relatos de clientes que afirmam ter sido prejudicados pela agência, entre eles a aposentada Demari Kegler Wagner e sua filha, Anderlise Kegler Wagner, moradoras de Novo Hamburgo. As duas alegam que investiram mais de R$ 2 mil em uma peregrinação ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, mas a viagem programada para a manhã da última segunda-feira (8) não aconteceu.
Na nota, a Diocese também esclareceu que padres e bispos que aparecem como “diretores espirituais” vinculados à empresa não possuem qualquer compromisso ou representação institucional junto à agência.
Segundo o comunicado, quando participaram de viagens organizadas pela JPF Turismo Religioso, os religiosos atuaram apenas mediante convite para acompanhar espiritualmente grupos de peregrinos, sem que isso representasse apoio oficial da Diocese ou recomendação dos serviços prestados pela empresa.
Outro ponto destacado pela instituição é a utilização de imagens de padres e bispos em materiais de divulgação da agência. Conforme a Diocese, as fotografias foram utilizadas sem autorização e medidas já foram adotadas para exigir a retirada do conteúdo.
A instituição religiosa também ressaltou que não participa da organização, gestão, comercialização ou prestação dos serviços oferecidos pela empresa e, por isso, não possui responsabilidade sobre contratos firmados entre clientes e a agência.
Ao final do comunicado, a Diocese de Novo Hamburgo manifestou solidariedade às pessoas que eventualmente tenham sido prejudicadas e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil, após o registro do Boletim de Ocorrência. Até o momento, a JPF Turismo Religioso não se manifestou sobre as denúncias apresentadas por clientes e sobre os esclarecimentos divulgados pela Diocese. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.
Foto: Catedral São Luiz Gonzaga de Novo Hamburgo