A defesa técnica de Liderbergue Inácio da Nóbrega, empresário de 47 anos preso nesta sexta-feira (21) durante a Operação Iceberg em Novo Hamburgo, divulgou nota contestando a forma como o caso está sendo repercutido nas redes sociais. O escritório AGT Advogados, que assina o documento, afirma que o caso ainda está em fase de investigação e que a prisão tem natureza exclusivamente cautelar.
“Liderbergue não foi condenado por nenhum dos fatos divulgados. Não existe sentença condenatória, julgamento definitivo ou qualquer reconhecimento judicial de culpa”, diz a nota, assinada pela advogada Maristela Celeste de Araújo (OAB/RS 57.472). O texto reforça que prisão preventiva não equivale a pena e não comprova que o investigado praticou os crimes que lhe são atribuídos.
A defesa também critica a caracterização pública do empresário como “chefe” ou “líder” de um esquema criminoso. Segundo a nota, trata-se de uma afirmação ainda submetida à investigação, que dependerá da análise das provas e de decisão judicial ao final do devido processo legal.
O escritório foi constituído também nesta sexta (21) e já requereu acesso integral aos autos. Informou ainda que acompanhará as publicações e avaliará medidas jurídicas cabíveis em relação a conteúdos que ultrapassem o legítimo dever de informar.
Conforme apurado pelo DuduNews, a Operação Iceberg foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo com apoio do CORE e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão. O esquema investigado cobrava “pedágios” de mais de 80 revendas de veículos no Vale do Sinos, em Novo Hamburgo, Estância Velha e Portão, com arrecadação estimada em R$ 100 mil mensais. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com lideranças em liberdade e integrantes que já estavam presos, mas que continuavam exercendo funções de dentro da cadeia.




