A Comusa esteve na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo nesta quinta-feira (30) em busca de apoio contra a proposta do Governo do Estado que prevê a concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada. Outras autarquias do Vale do Sinos, como o SEMAE, de São Leopoldo, também articulam contra.
Entre as principais preocupações levantadas estão o risco de aumento nas tarifas, a possível perda de controle sobre sistemas já estruturados e a priorização de áreas mais rentáveis em detrimento das populações mais vulneráveis.
A proposta de concessão da água no Rio Grande do Sul tem mobilizado autarquias municipais em defesa da manutenção da gestão pública. Municípios do Vale do Sinos lideram a reação e já articulam uma frente parlamentar na Assembleia Legislativa.
Também há questionamentos sobre a falta de clareza na divisão de custos entre usuários e os impactos financeiros para os municípios, que poderiam passar a absorver despesas hoje vinculadas às autarquias, como folha de pagamento e outras demandas operacionais.
O diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti, foi recebido pelo presidente da Câmara, Juliano Souto, que encaminhou a criação de uma Comissão Especial em Defesa da Não Privatização da Água de Novo Hamburgo.

A iniciativa busca ampliar o debate com a comunidade e acompanhar mais de perto os desdobramentos da proposta.
