Um motoboy foi intimidado em plena BR-116 ao se envolver em uma colisão com um veículo Kia Sportage branco, na altura das obras do novo túnel do bairro Primavera, em Novo Hamburgo. No carro, havia dois policiais civis, de acordo com a Brigada Militar, que estariam fora de serviço. A ocorrência foi registrada no final da tarde de sexta-feira (17).
Imagens registradas por um homem que parou para ajudar mostram os ânimos exaltados e o homem e a mulher com armas em punho. Conforme a Brigada Militar, a ocorrência policial teve início após outro motoboy acionar a corporação, que foi até o local. Por se tratar de uma rodovia federal, a Brigada Militar informou que o registro deveria ser feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). No entanto, a guarnição prestou apoio e confirmou que o casal envolvido é formado por policiais civis.
Até a chegada das autoridades para o atendimento, o autor das gravações questiona os policiais envolvidos sobre o fato de estarem com as armas em punho. “Eu sou polícia”, afirma a mulher, que também faz questionamentos ao homem: “Qual é o seu nome? Por que você está filmando?”.
Conforme relatos de populares, o casal apresentava sinais de embriaguez, como dificuldade na fala e cheio de álcool. A reportagem tenta contato com a PRF para obter mais detalhes sobre a realização dos testes do bafômetro e o desfecho da ocorrência. O espaço segue aberto para manifestações.
Vídeos registraram parte do conflito entre casal e motociclista
“Eu buzinei porque tu cruzou na frente. Eu vinha na boa e tu tirou o carro dos outros porque tava com pressa”, ao que o agente responde: “pega aí, pega aí o documento da moto”, apontando para a motocicleta no chão. Ele aponta para o homem que grava a cena e pede que chame o 190, mas a policial o interrompe e começa a questionar as testemunhas: “qual seu nome, por que está me filmando?”, diz. A testemunha diz que está gravando porque é motociclista e isso faz o grupo unido.
“Unido com quem? Com quem você tá unido? Pode filmar, se quer filmar minha cara pode filmar. Eu não tô ameaçando você nem po*** nenhuma”, e ao ser questionada por que está com a arma em punho, ela dá resposta indistinguível, e é interrompida pela testemunha, que aponta a situação do conflito e diz “não agride ele aí, irmão”, ao afirmar que o policial teria batido no rosto do motoboy. O ângulo da filmagem, no entanto, não mostra agressão.
Em outro vídeo, enquanto o agente usa algo para conter as mãos do motoboy atrás do corpo, a mulher aparece colocando um celular junto ao rosto dele e depois jogando o aparelho para dentro do carro.
Ja em outra gravação a testemunha diz que ligou para “a polícia” e que vai esperar a polícia. A agente, ainda com a arma em mãos sobe o tom de voz e diz: “Eu sou polícia, quer que eu mostro minha carteira profissional pra você? Eu mostro. Vem comigo, eu mostro… então segue a sua vida”. Neste momento, o motoboy já está escorado no guard rail com as mãos contidas atrás do corpo.




