Airton da Silva Fonseca, acusado de matar a companheira Franciele Graefe Mentz a facadas, está sendo julgado nesta quinta-feira (9) pelo Tribunal do Júri do Foro de Novo Hamburgo. O crime aconteceu em abril de 2025, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo.
A sessão é presidida pela juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, e o Conselho de Sentença é formado por quatro homens e três mulheres.
O réu, que está preso preventivamente, responde por feminicídio duplamente qualificado, por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também será analisada pelos jurados a causa de aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença da filha do casal, então com cinco anos. Se reconhecida, a pena poderá ser aumentada em até metade.
Crime aconteceu dentro de casa
De acordo com a investigação, Franciele foi atacada dentro de casa enquanto ainda estava na cama. Ela tentou fugir, mas caiu antes de conseguir chegar à porta da residência. A vítima foi atingida por sete facadas.
A filha do casal presenciou o assassinato. Após o crime, Airton levou a menina até a casa do avô paterno e confessou o homicídio.
Acusação espera reconhecimento
Durante a manhã desta quinta, foram ouvidas testemunhas no plenário. A advogada Caterine Rosa, assistente de acusação no processo, destacou que o depoimento da irmã de Franciele foi um dos momentos mais marcantes do julgamento.
A expectativa da acusação é de que o Conselho de Sentença reconheça todas as qualificadoras e a causa de aumento de pena relacionadas ao crime. O julgamento segue ao longo do dia e a sentença deverá ser conhecida após a votação dos jurados.




