A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta uma mudança no cenário da disputa presidencial de 2026. Diferente do empate técnico apresentado nos levantamentos anteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está 10 pontos à frente do principal adversário na disputa pela reeleição, Flávio Bolsonaro (PL).
1º turno
No cenário testado para o primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro soma 29%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sequência, aparecem o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3% das intenções de voto.
O levantamento marca uma mudança em relação às pesquisas anteriores. Desde março, os cenários simulados pela Quaest apontavam empate técnico entre Lula e Flávio. Em maio, por exemplo, o atual presidente tinha 42% das intenções de voto, contra 41% do candidato do PL.

2º turno
A pesquisa também simulou quatro possíveis cenários de segundo turno. Em todos eles, Lula aparece à frente dos adversários testados.
No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 44% das intenções de voto, enquanto o senador alcança 38%. Outros 14% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.

Aprovação do Governo Lula sobe
Além de mostrar a liderança de Lula para as eleições presidenciais de 2026, a pesquisa indica uma oscilação positiva na aprovação do petista.
A esta altura, 47% dos eleitores ouvidos afirmam que aprovam o atual governo, contra 48% que desaprovam (5% não sabem ou não responderam). O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro.
Apesar de a aprovação ainda estar abaixo da desaprovação, esse é um dos melhores cenários para Lula nos últimos meses. Em abril, por exemplo, a diferença entre os índices de desaprovação e aprovação era de nove pontos. Em maio, caiu para três e, agora, é de apenas um ponto.
Sobre a pesquisa
A Quaest, contratada pela Genial Investimentos, realizou 2.004 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro máximo é de cerca de 2 pontos percentuais para mais ou para menos em relação aos totais da amostra, dentro do nível de confiança de 95%
Foto da capa: Divulgação/Agência Brasil




