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Comunidade

Mulher que resgatou cadela com filhotes em Novo Hamburgo se queixa de o Município não recolhê-los; o que diz o Canil Municipal

Uma moradora de Novo Hamburgo recolheu na noite da quinta-feira (28), na Rua Jaguari, no bairro Primavera, alguns cachorros debilitados e oito filhotes. Os animais estavam abandonados e, segundo a mulher, a cadela estava muito magra e o outro cão apresentava ferimentos aparentes.

Desde então, à partir do pedido da protetora, moradores da comunidade passaram a colaborar com doações de ração, medicamentos e ajuda emergencial. Com esforço coletivo, seis dos filhotes já foram doados. Mesmo assim, a situação segue preocupante, já que a protetora independente afirma não ter espaço físico, condições financeiras e deve se mudar neste sábado (30) de sua residência, não tendo como manter os animais restantes.

A moradora diz ter aberto um protocolo junto à Diretoria de Bem-Estar Animal da Prefeitura e o CEMPRA (Centro Municipal de Proteção Animal de Novo Hamburgo), mas até o momento não houve o recolhimento dos animais nem solução concreta apresentada.

Ela ainda se preocupa pois, caso os animais precisem ser devolvidos às ruas por falta de alternativas, ela própria poderia acabar responsabilizada judicialmente. “Quem ajudou não pode ser tratado como culpado”, lamenta a protetora.

À reportagem, a direção do canil de Novo Hamburgo informou que os recolhimentos de animais são realizados conforme a gravidade do caso, disponibilidade de vagas e autorização da médica-veterinária. Também destacou que não recolhe fêmeas gestantes nem ninhadas por questões sanitárias.

“No caso citado, os animais estavam em um imóvel particular, por isso foi orientada a abertura de uma denúncia para fiscalização. A vistoria ocorreu no dia seguinte, e uma notificação foi deixada para os responsáveis prestarem esclarecimentos. Paralelamente, uma voluntária se dispôs a acolher os filhotes restantes e outra pessoa pode receber a fêmea, dependendo de autorização da responsável pelo animal”, informou a direção.

Segundo o CEMPRA, a situação não foi negligenciada e está sendo conduzida dentro das possibilidades legais e operacionais do órgão. A nota também afirma que a insatisfação ocorre porque o recolhimento nem sempre é feito da forma esperada pela população.

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