O desmoronamento de um muro de contenção entre dois condomínios na Rua Júlio Birck, um deles em obras, provocou momentos de tensão, retirada emergencial de moradores e mobilizou uma força-tarefa para evitar novos deslizamentos. O caso aconteceu no último domingo (17), no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo, e segue mobilizando Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, engenheiros e representantes dos empreendimentos envolvidos.
Com a queda da estrutura, parte do estacionamento de um dos residenciais cedeu e veículos foram arrastados para o terreno vizinho, onde funciona um canteiro de obras de um prédio em construção. Apesar do susto e da gravidade da situação, ninguém ficou ferido.
A instabilidade do terreno exigiu a evacuação de 11 famílias que moravam em dois blocos considerados em risco. Os moradores deixaram os apartamentos às pressas e seguem sem previsão definitiva de retorno.
Segundo a Defesa Civil, a prioridade neste momento é a estabilização completa da área para permitir o início da reconstrução do muro. Máquinas já atuam na retirada de entulhos e na recomposição do talude, etapa considerada fundamental para evitar novos desabamentos.
Uma reunião entre advogados, engenheiros, síndicos e representantes das partes envolvidas definiu ações emergenciais e os primeiros encaminhamentos para o início das obras de recuperação. O foco agora é garantir a segurança estrutural dos prédios e liberar gradualmente as áreas interditadas.
Em nota, a empresa responsável pela construção dos condomínios informou que o empreendimento em obras segue estruturalmente íntegro e sem danos. A construtora informou ainda que mobilizou engenheiros, especialistas em contenção, parceiros e fornecedores para atuar na estabilização da área e prestar apoio aos moradores afetados.
Ao mesmo tempo, a construtora sustenta que problemas estruturais da contenção entre os terrenos já existiam antes do início da obra mais recente. A empresa afirma que documentos técnicos apontavam anteriormente infiltrações severas, rachaduras, deformações estruturais, falhas no sistema de drenagem e saturação do solo.
Segundo a manifestação, equipes passaram a atuar desde os primeiros minutos após o incidente com hospedagem para famílias desalojadas, apoio logístico, alimentação e suporte operacional. A empresa também informou que uma força-tarefa formada por seis engenheiros trabalha na reconstrução do muro e estima que a área esteja estabilizada nos próximos dias.
Ainda conforme a nota, dois dias antes do desmoronamento teria sido protocolado um documento técnico alertando sobre a necessidade de intervenções emergenciais na estrutura atingida. A empresa também alegou que o condomínio já vinha discutindo internamente problemas relacionados à contenção há vários meses.
As causas do desmoronamento ainda são investigadas. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de que movimentações de terra e escavações realizadas na obra vizinha tenham contribuído para o colapso da estrutura. A Defesa Civil confirmou que o condomínio apresentava sinais anteriores de problemas estruturais, incluindo infiltrações, rachaduras e falhas na drenagem.
Enquanto laudos técnicos seguem sendo produzidos, famílias afetadas tentam recuperar pertences e aguardam definições sobre responsabilidades, indenizações e o prazo para retorno aos imóveis.
