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Polícia

Quadrilha que clonava site de banco para aplicar golpes em canoenses é alvo de operação

Uma organização criminosa especializada em golpes envolvendo financiamentos de veículos virou alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (19). O grupo é investigado por enganar pessoas que buscavam quitar as dívidas de seus veículos por meio de um site falso criado para se passar pelo banco. No total, eles teriam roubado mais de R$ 300 mil. Nove mandados de prisão são cumpridos em cidades de São Paulo.

A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, responsável pelo início das investigações. As prisões e outros 17 mandados de busca e apreensão também são cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba. Até o momento, duas pessoas já foram presas.

A primeira vítima identificada foi uma servidora pública de Canoas, que teve um prejuízo de R$ 22 mil após cair no golpe. Durante a investigação, a polícia localizou mais um caso no RS e outros 11 semelhantes em diferentes regiões do Brasil. Somados, os prejuízos já ultrapassam os R$ 300 mil, mas a suspeita é de que o valor real seja ainda maior.

As investigações tiveram início após o registro de ocorrência realizado pela vítima, em 24 de novembro de 2025, relatando ter caído em um golpe após efetuar o pagamento de um boleto fraudulento no valor de R$ 22.251,55.
Segundo apurado, no dia 14 de novembro de 2025, a vítima realizou pesquisa no Google buscando informações para quitação do financiamento de seu veículo, ocasião em que acessou um site fraudulento que simulava a página oficial de uma montadora.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos clonaram o site de um banco especializado em financiamentos de veículos. Pessoas interessadas em quitar parcelas procuravam pela internet e acabavam encontrando o site falso, que aparecia nos primeiros resultados das buscas.

Ao acessar a página, as vítimas eram direcionadas para uma conversa via WhatsApp com DDD 11, onde os golpistas se passavam por funcionários do banco. Durante o contato, solicitavam dados pessoais e utilizavam essas informações para acessar o cadastro verdadeiro da vítima no sistema bancário.

A Polícia aponta que os criminosos conseguiam acessar informações como CPF, e-mail e até alterar senhas. Em alguns casos, pediam códigos de verificação às vítimas sem que elas percebessem que estavam autorizando mudanças no acesso da conta. Depois disso, emitiam boletos falsos para quitação do financiamento.

A fraude só era descoberta quando as vítimas continuavam recebendo cobranças do banco verdadeiro, percebendo que a dívida seguia em aberto.

O delegado Cristiano Reschke, delegado regional de Canoas, destaca: “partimos de um único caso, em que uma vítima perdeu mais de R$ 22 mil ao pagar um boleto falso, e chegamos ao cumprimento de 9 prisões e 17 mandados de busca em quatro cidades paulistas. Mais do que os resultados de hoje, esta operação reafirma a urgência de ampliarmos as ações investigativas coordenadas — o crime cibernético não tem fronteiras, e a resposta do Estado precisa ser igualmente articulada, com integração entre forças policiais e investimento contínuo em inteligência digital.”

Além dos mandados judiciais, todas as contas ligadas aos integrantes investigados tiveram bloqueio determinado pela Justiça. A partir de agora, a polícia irá analisar aparelhos celulares apreendidos para identificar novas vítimas e aprofundar a investigação.

Foto: Divulgação Polícia Civil

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