Kelvin Morais, de 17 anos, foi o décimo quinto colocado de uma competição da Google, que reuniu mais de 35 mil projetos. A partir de Inteligência Artificial, ele desenvolveu a plataforma para auxiliar alunos autistas, com dislexia, TDAH e ansiedade. A plataforma já está disponível desde abril.
Aluno do tradicional 25 de Julho, em Novo Hamburgo, Kelvin também realiza o curso técnico de Análise de Sistemas, demonstrando paixão pela área da informática. Orgulho da mãe e da família, ele se dedicou todos os dias por mais de cinco meses para elaborar a Flexia. “Estudo em dois turnos e ainda trabalho. Todo dia, mesmo tarde da noite quando chegava em casa, mexia um pouco”, explica sobre o processo.
A ferramenta inicia com um questionário a fim de entender as necessidades do aluno. A proposta surge pelo argumento de que nem todos aprendem com o formato padrão das escolas. Kelvin ainda cita que se baseou em um artigo da Cielo, o qual aponta que entre crianças e adolescentes com baixas notas, um percentual não sabia lidar e entender as dificuldades. “Criei a Flexia para ser uma solução para as escolas”, complementa, comentando também que há um login próprio para professores, a fim de ter um controle maior sobre os seus alunos que utilizam a IA.
Seguindo o lema de “Você não é o problema, o sistema é”, o projeto de Kelvin se adapta logo no começo ao perfil do aluno, dialogando com ele via chat e voz. Ele ficou sabendo da competição da Google por um vídeo no YouTube. “Vi, gostei dos temas abordados e pensei: ‘não é uma má ideia'”, diz. Ele ainda complementa que “o máximo que poderia acontecer é eu não tirar uma nota boa”.
Após o e-mail enviado pela Google, avisando da colocação, Kelvin ficou surpreso: “entreguei o projeto faltando algumas horas antes de terminar o tempo. Não achei que receberia uma nota tão boa”. Foi a primeira vez do estudante competindo com pessoas do mundo todo. Atualmente há 20 usuários ativos, e os interessados em adquirir a plataforma podem saber mais no perfil @flexia.oficial no Instagram.
