A greve dos professores da rede municipal de Canoas persiste nesta quarta-feira (6). A paralisação já se encontra na terceira semana, mesmo após a aprovação dos projetos de lei que tratam da recomposição salarial da categoria. Segundo o sindicato dos professores (Sinprocan), as medidas não atendem as reivindicações, principalmente o parcelamento do reajuste salarial. A Prefeitura de Canoas informa que o calendário escolar está comprometido até o próximo ano.
Em nota, o executivo destaca que a conta da reposição já chega a 13 dias letivos, o que exigirá “medidas de recuperação das aulas para o cumprimento dos 200 dias obrigatórios por lei”. Para garantir o ano letivo de 2026, a Prefeitura também alega que a proposta de reposição deve impactar diretamente os períodos de descanso, sendo necessário reduzir o recesso de julho (ou férias de inverno) para apenas dois dias e o avanço das aulas até o dia 12 de janeiro de 2027.
A Prefeitura também afirma ter atingido seu limite financeiro para atender às reivindicações. A greve afeta cerca de 30 mil alunos da rede municipal de Canoas.
Foto: Sinprocan